terça-feira, janeiro 12, 2016

Um conto para não contar

Eita que agora começa a difícil parte
De esconder por trás arte
Aquilo que o olhar, com muito esforço
Não cansa de revelar como estandarte

Fosse a vida mais simples,
Não fossem as pessoas tão cruéis,
Fosse o álcool menos embriagante....
Viver seria menos angustiante.
E os dedos ainda conservariam seus anéis

Mas não foi esse o desejo,
Desse alguém chamado destino.
Pois permitiu que germinasse....
Um sentimento estranho...
Um completo desatino!

E como crescesse o absurdo
A mágoa, a inveja, a decepção tomaram conta
E a vida não resistiu, dando seu último arfejo.
E o mundo seguiu seu rumo.
Iniciando-se a assim o cortejo.

Uma reta envenenada...
Envolta em ódio e indignação.
Outra reta indignada...
Mergulhada em incompreensão.
Decidiram que o paralelismo seria a solução,
E que se algum encontro houvesse....

Seria no infinito da imensidão.

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